Desde o simples relato, por exemplo, em:
Prazeres - Bertold Brecht
O primeiro olhar da janela de manhã
O velho livro de novo encontrado
Rostos animados
Neve, o mudar das estações
o jornal
o cão
a dialética
Tomar ducha, nadar
Velha música
Sapatos cômodos
Compreender
Música nova
Escrever, plantar
Ser amável.
O velho livro de novo encontrado
Rostos animados
Neve, o mudar das estações
o jornal
o cão
a dialética
Tomar ducha, nadar
Velha música
Sapatos cômodos
Compreender
Música nova
Escrever, plantar
Ser amável.
Coisas comuns do cotidiano... com as quais podemos ser felizes:
Olhar a luz do dia ao amanhecer...
Andar, enxergar, ouvir, respirar, pensar...
Milagres do presente...
Até o nosso trabalho,
Nosso alimento e compromissos...
As fases da lua,
A brisa que passa.
Neste caminho... de começo... para os que ainda não experimentaram, convido-os a PARODIAR!
Todos podemos enumerar atividades e desejos que nos façam mais felizes... e como felicidade é ter gratidão pela vida... Vamos demonstrar a nossa?!
PRAZERES
Após o trim do despertador...
Sentar na cama e agradecer...
Usar naturalmente o banheiro,
Comer o que gostar ou puder,
Ouvir ou dizer :bom dia!
Trocar olhar ou sorriso,
Sentir a brisa da manhã,
Ver aquele e-mail,
Ler aquele torpedo,
Assinar o “livro-pão” de novo, no trabalho...
E terminar o primeiro turno.
Render mais que na véspera,
Encerrar tarefas...
E além do cotidiano:
Dia de pagamento,
Ovos na Páscoa,
Panetone no Natal,
Bolo de aniversário,
Compra de Supermercado,
Tratar algum problema de saúde...
Encontrar a paz no íntimo sempre...
Rezar quando quiser,
Fazer planos a curto e a médio prazo,
Obter sucesso nos projetos,
Acreditar que a palavra é o princípio...`
Ver materializar o que nasceu na ideia: “prece-ação”...
E viver o presente que é presente...
Quer melhor terapia que esta forma de oração?
Encontrar-se consigo é poetar...
E... interno... há um altar!
|Outra paródia do mesmo texto:
Coisas que me deixam feliz
Acordar
Amar
Ter família
Comer chocolate na TPM
Não ter cólicas
Baile orquestrado
Roupa nova
Ficar em silêncio quando preciso dele
Escrever sempre
Ter dinheiro para o necessário...
Perfume francês
Ler, em especial... os textos de meus alunos
Viajar e na estrada ver as nuances do verde
Encontrar meus filhos
Receber declarações positivas...
Ir à cabeleireira
Ganhar massagem
Fazer supermercado
Dançar, nadar, caminhar
Aprender e ensinar
Dormir e sonhar
Depois, de novo...
Acordar e tudo recomeçar...
Não nos esqueçamos jamais do valor terapêutico de uma música sertaneja... que é profundamente poetizada...
TRISTEZA DO JECA
Composição: Angelino de Oliveira
Nestes versos tão singelosMinha bela, meu amor, pra você quero contarO meu sofrer e a minha dorEu sou como o sabiáQue quando canta é só tristezaDesde o galho onde ele estáNesta viola eu canto e gemo de verdadeCada toada representa uma saudadeEu nasci naquela serraNum ranchinho beira-chãoTodo cheio de buracosOnde a lua faz clarãoQuando chega a madrugadaLá no mato a passaradaPrincipia um barulhãoNesta viola eu canto e gemo de verdadeCada toada representa uma saudade[Solo]Lá no mato tudo é tristeDesde o jeito de falarPois o Jeca quando cantaDá vontade de chorarE o choro que vai saindoDevagar vai se sumindoComo as águas vão pro marE o choro que vai saindoDevagar vai se sumindoComo as águas vão pro marConforme adaptação de texto de Mônica Mônaco, refiro-me, aos valores das abordagens em técnicas poéticas e seus valores terapêuticos:
“A poesia é também terapia” por integrar a pessoa em grupos de afinidades, ter poder liberatório, aliviar tensão e ser metodologia criativa e alternativa para ajuda à mente... dando bem estar psicológico, estimulando a auto observação constante, estímulo a emotividade que é própria da emoção do momento... liberando na escrita a objetividade.
Há muito relaxamento guiado pelo bem estar na técnica “sonho poético” em que “desabafar”, mesmo que de si para si, faz se elaborar a situação difícil, traumática ou negativa...
“Poesia simbólica” é outra técnica de composição e releitura como modo de superar uma desilusão, uma perda, uma separação dolorosa...
“Poesia positiva”: pensar positivo, alimentando novas emoções nas pessoas com tendências depressivas.
“Poesia imaginativa”: é muito útil para enfrentar medo e situação de ansiedade...
“Crônica poética”: Consiste no estímulo da criação através da leitura e re-elaboração de texto.
“Eco Poético”: Serve para dar suporte à consciência emotiva e durante a leitura de textos ... descrever as próprias emoções.
“Poesia biografia”, construção e reconstrução da própria identidade... auto-percepção... melhora a problemática familiar...-
“ Poesia dialógica”: forma poética dialogada, uma conversa real ou imaginária.
“Poesia fantasmática”: fantasia o medo da humanidade... é muito bom para crianças enfrentarem medos que não são revelados...
Em geral a poesia melhora o bem estar geral do indivíduo.”
Em arquivo de Dr Antonio Gabriel Marão, fundador da ABL, pude encontrar algumas referências sobre poesias, descrevendo que o escrever é sobrenatural, mesmo...:
Dr Marão:
A poesia é necessária aos homens.
Quem não ama a poesia tem um espírito árido e pesado.
Efetivamente, os versos são a música da alma.
Palavras de Lourenço Diaféria:
“ A vida do poeta tem um ritmo diferente.Ele é o eterno errante dos caminhos... que vai pisando a terra e olhando o céu, preso pelos extremos intangíveis, clareando como um raio de sol a paisagem da vida.
Diz Sérgio Milliet:
Poesia não se interpreta, já o disseram também. Também já disseram, e observaram, que há cérebros emissores e receptores. Assim se diria igualmente das sensibilidades; e a poesia é isso que, como uma faísca, vai de uma a outra, em virtude do curto-circuito provocado pela imagem, o ritmo e até o aspecto gráfico.
-Quanto ao esoterismo, encontra-se em tudo: na literatura, nas artes, na ciência. Tudo tem seu “universo” de discurso.
Dame Edith Sitwell:
Para que serve a poesia?
São muitas as utilidades da poesia.
O poeta deveria situar-se ao lado do sacerdote, no seu trabalho de restituir à humanidade a fé em Deus e no coração do homem, nesta época terrível em que a única fé parece partindo aos credos árido e assassinos.
Segundo Paulo Bonfim:
“A poesia não morreu e não adianta argumentar com as pessoas que andam pela vida de olhos vendados, com a sensibilidade lacrada pela indiferença.
Para falar em poesia é preciso olhos voltados para o mundo
Malba Tahan:
O poeta pode, no tapete mágico de sua fantasia, voar pelos espaços multidimensionais da Matemática e pelos céus intermináveis da Astronomia.
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